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PROJETO PARA REDUZIR SAL NO PÃO JÁ ENVOLVE 1,5 MILHÕES DE PESSOAS NO CENTRO DO PAÍS

Projeto para reduzir sal no pão já envolve 1,5 milhões de pessoas no Centro
pao
A Administração Regional de Saúde (ARS) do Centro anunciou que o projeto para reduzir o sal no pão abrange atualmente 1,5 milhões de pessoas.

Por outro lado, 80% dos 336 consumidores auscultados no âmbito de um inquérito em padarias que integram o “pão.come” consideram este projeto “de muito interesse para a sua saúde”, afirma em comunicado o gabinete de relações públicas e comunicação da ARS do Centro.

No estudo de opinião, realizado em 2015 pela equipa coordenadora do programa “minorsal.saúde”, que inclui o projeto “pão.come”, foi possível concluir que “a maioria das pessoas inquiridas (58%) não notou a diferença” da redução do sal no pão.
Desenvolvido desde 2007 pelo Departamento de Saúde Pública (DST) da ARS do Centro, o “pão.come” está integrado no programa estratégico de redução do cloreto de sódio na alimentação, o “minorsal.saúde”, e tem vindo a utilizar “uma metodologia gradativa de diminuição do teor do sal na confeção do pão”, propondo como objetivo final 0,8 gramas deste ingrediente por 100 gramas de pão.

O “pão.come” começou há oito anos, com 322 padarias aderentes em 26 concelhos do Centro, e já abrange 950 padarias em 73 concelhos. mais

 

 Mais de 70% das crianças de 8 e 9 anos já consomem sal em excesso
criancas
Mais de 70% das crianças portuguesas, de oito e nove anos, e mais de 80% dos adolescentes, dos 13 aos 17 anos, consomem sal acima dos valores recomendados, com a Direção-Geral da Saúde (DGS) a avisar que “a população mais jovem está em grande risco”.

“O consumo de sal é uma guerra que temos de continuar a travar”, declarou Pedro Graça, coordenador do Programa Nacional para a Promoção da Alimentação Saudável, durante a apresentação do relatório “Portugal – Alimentação Saudável em Números 2015”.

Segundo o documento, na faixa etária dos sete aos oito anos, 74% dos meninos e 70% das meninas têm um consumo de sal inadequado. Dos 13 aos 17 anos, o nível de consumo excessivo de sal aumenta para 84%, nos rapazes, e para 72%, nas raparigas.

Globalmente, os níveis de consumo de sal melhoraram em Portugal, de 2006 a 2012, mas continua a ser o país europeu com consumo salino mais elevado.

Pedro Graça lembrou que 40% da população portuguesa tem hipertensão e que o consumo de sal na alimentação é um dos fatores de risco para doenças cérebro-cardiovasculares. mais